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Posso usar IA no TCC? O que dizem o CNPq e o MEC
Resposta curta
Pode, desde que o uso seja transparente e a autoria continue sendo sua. A Portaria CNPq nº 2.664, de 6 de março de 2026, exige declarar a ferramenta de IA e a finalidade do uso em qualquer fase do trabalho, e proíbe apresentar texto gerado por IA como se fosse de autoria humana. O MEC publicou em 2026 um referencial para o uso responsável de IA na educação, que pede supervisão humana e transparência. A palavra final é a regra do seu curso e do seu orientador.
Como usar IA no TCC sem se complicar
- Leia a regra do seu curso. Procure no regulamento de TCC ou no site do curso o que ele diz sobre IA. Se não houver nada escrito, pergunte ao orientador antes de começar e guarde a resposta por escrito.
- Use a IA como apoio, não como autora. Organizar a pesquisa, propor estrutura, rascunhar e revisar são usos comuns. O problema, o método, a leitura dos dados e as conclusões continuam sendo decisões suas.
- Confira cada fonte. Toda referência precisa existir e dizer o que o seu texto afirma. IA de conversa inventa autor, ano e DOI com facilidade, então confira nas bases antes de citar.
- Anote o que usou. Registre a ferramenta, a etapa e a finalidade de cada uso enquanto trabalha. É exatamente o que a declaração vai pedir no fim.
- Anexe a declaração de uso de IA. Inclua no trabalho a declaração com as ferramentas, as finalidades e a sua responsabilidade pelo conteúdo, no lugar que o seu curso indicar.
O que a Portaria CNPq nº 2.664/2026 exige
A portaria criou a Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq e trouxe as primeiras diretrizes nacionais sobre IA generativa na pesquisa. Para quem tem bolsa ou projeto apoiado pelo CNPq, ela é obrigatória: declarar o uso de IA em qualquer fase, da concepção à submissão, dizendo a ferramenta e a finalidade; não submeter texto gerado por IA como autoria humana; e responder pessoalmente pela integridade do resultado, inclusive por plágio ou erro vindo da ferramenta. Para um TCC sem vínculo com o CNPq ela não é obrigatória, mas é a referência que universidades e revistas têm divulgado.
O que o MEC e o CNE dizem
Em 2026 o MEC publicou o Referencial para o Uso e Desenvolvimento Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação, com recomendações para todos os níveis, da educação infantil à pós-graduação, centradas em supervisão humana efetiva e transparência. Em setembro de 2026, o Conselho Nacional de Educação aprovou diretrizes que vedam usar detector automático de texto, sozinho, como fundamento para punição acadêmica. Os dois documentos orientam as instituições; as regras concretas do seu TCC continuam saindo do seu curso.
Como é a declaração de uso de IA
É um texto curto que lista cada ferramenta usada, a etapa e a finalidade, e termina afirmando a sua revisão crítica e a sua responsabilidade pelo conteúdo final. Não esconda usos pequenos: declarar uma revisão gramatical feita com IA é mais simples do que explicar depois por que ela não estava lá.
O TCC Genius gera a declaração de uso de IA pronta, no modelo da Portaria CNPq nº 2.664/2026, junto com o Word do trabalho. O texto só cita fontes encontradas nas bases acadêmicas ou nos PDFs que você enviou, e é escrito no seu estilo, para você revisar e assinar.
Conhecer o TCC GeniusPerguntas frequentes
A universidade pode reprovar quem usou IA no TCC?
Pode, se o uso contrariar a regra do curso ou se o texto for apresentado como se fosse inteiramente seu. Por isso a regra do curso vem primeiro, e a declaração torna o uso transparente.
Um detector de IA pode me reprovar sozinho?
Pelas diretrizes que o Conselho Nacional de Educação aprovou em setembro de 2026, detector automático de texto não pode ser usado, sozinho, como fundamento para punição acadêmica. As instituições ainda têm prazo para se adequar, então vale conhecer a política do seu curso.
Preciso declarar se usei IA só para corrigir o português?
A Portaria CNPq pede a declaração em qualquer fase do trabalho, e a revisão é uma delas. Na dúvida, declare: é uma linha a mais na declaração.